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Mais alto, Brasil tem evolução em bloqueio que deixa bola em jogo.
Roberta Nomura
Em São Paulo
O bloqueio efetivo agradou à seleção brasileira masculina de vôlei na primeira rodada da Liga Mundial. Mas o Brasil evoluiu, de fato, na atuação do paredão que permite a continuidade da partida. Com quatro centímetros a mais, a equipe de Bernardinho teve o terceiro melhor desempenho quando amortece a bola.

 

 
Destaques brasileiros no bloqueio, Éder (e) e Murilo (c) tentam parar ataque polonês
 
Murilo (e), Lucão (c) e Rivaldo (d) armam um bloqueio triplo para cima de polonês

Segundo números da FIVB (Federação Internacional de Voleibol), os brasileiros conseguiram bloquear e manter a bola em jogo em 55 oportunidades na somatória das duas vitórias sobre a Polônia, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. No sábado, os anfitriões amorteceram 34 bolas, enquanto no domingo foram 21.

"Não são apenas os pontos diretos que são importantes. Conseguimos proporcionar muitos contra-ataques e isso é bom. Só precisamos encaixar melhor estes contra-ataques", analisou o central Lucão (2,09 m), um dos responsáveis pelo 'crescimento' da seleção brasileira. Com média de 1,98 m, o atual time teve um aumento de quatro centímetros em relação às gerações anteriores.

O Brasil ficou atrás apenas de Cuba e Bulgária em bloqueios que prosseguem no jogo. Os europeus foram derrotados nos dois duelos por 3 a 1, mas dificultaram a vida dos adversários 75 vezes. Os cubanos amorteceram as bolas em 63 oportunidades.

"A nossa meta é ficar acima de seis, em média 6,5 bolas por set. Este número [de bloqueios] inclui ações positivas e não somente os pontos diretos", explicou o técnico Bernardinho.

Em pontos diretos de bloqueio, os brasileiros se aproximaram dos gigantes russos e sérvios na somatória dos dois confrontos da primeira rodada. Líder na média de estatura com 2,00 m, a Rússia anotou 26 pontos nas vitórias sobre o Japão por 3 a 0 e 3 a 1. O mesmo número foi obtido pela Sérvia na derrota por 3 a 0 e no triunfo por 3 a 1 sobre a França.

Integrante do mesmo grupo do Brasil, a Finlândia somou 25 pontos de bloqueio no revés por 3 a 0 e na vitória por 3 a 1 sobre a Venezuela, fora de casa. Logo atrás vem a seleção de Bernardinho, que contra a Polônia anotou 14 pontos do novo paredão no triunfo por 3 a 1, no sábado, e mais dez pontos no 3 a 0 do domingo. Os argentinos alcançaram o mesmo número do time verde-amarelo, mas em partidas com cinco sets.

Satisfeito com a atuação do paredão brasileiro, o treinador apontou os dois principais pontos falhos nesta nova seleção, que iniciou oficialmente um novo ciclo olímpico neste fim de semana. "O passe no saque flutuante não está bom. Eles são chatos, mas precisamos recebê-los melhor. Até porque deve ser muito utilizado nesta Liga Mundial. O contra-ataque também precisamos trabalhar mais. Esta reconstrução de jogada pode ser melhor", afirmou Bernardinho.

Após as duas vitórias sobre a Polônia, o Brasil encara a Finlândia em dois jogos no ginásio Nilson Nelson, em Brasília, nos dias 19 e 20. Os brasileiros lideram o Grupo B, que terá ainda o confronto entre Venezuela e Polônia.

 
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